O que é cada um
O BASE é operado pelo IMPIC e é onde as entidades adjudicantes portuguesas registam procedimentos e, sobretudo, os contratos que executaram — incluindo ajustes diretos. Os dados de adjudicação são invulgarmente completos, o que faz dele o melhor instrumento para perceber o que uma entidade portuguesa compra na realidade.
A PLACSP é operada pelo Ministerio de Hacienda e agrega o Estado e as entidades regionais e locais que a ela aderiram. Está orientada para procedimentos vivos: publicação, esclarecimentos, alterações de prazo, formalização.
Onde cada um é fraco
- O BASE publica peças do procedimento de forma irregular — as peças vivem muitas vezes na plataforma eletrónica usada pela entidade, não no BASE.
- A PLACSP não cobre todas as plataformas regionais espanholas; várias comunidades autónomas têm a sua e sindicam parcialmente ou nada.
- Nenhum substitui o TED. Acima dos limiares da UE, é a publicação no TED que torna o procedimento válido à escala europeia.
Consequência prática
Se monitoriza só um, perde sistematicamente uma categoria de oportunidade e não uma amostra aleatória dela. Ver só o BASE esconde procedimentos espanhóis abertos; ver só a PLACSP esconde o histórico português que lhe diz se vale a pena perseguir um comprador.